SPFW N44 | RESUMO DO 1º DIA

Teve início mais uma edição da maior semana de moda do país, a SPFW. O primeiro dia (28/08) foi repleto de desfiles espalhados pela cidade de São Paulo e a partir do dia 29 passou a ocupar também a Fundação Bienal, no Parque Ibirapuera. Agora trago um resumo das melhores coleções apresentadas.

Com uma pegada urbana e definição feita pela estilista de possuir “aroma de pele bronzeada”, Lilly Sarti trouxe peças com leveza e bom gosto em tecidos nobres como couro de cabra, jacquard, crepe e seda. Com uma boa cartela de cores (crus, vermelhos, mostarda), oferece uma diversidade de peças para suas consumidoras possam ir de um domingo tranquilo ao trabalho a uma festa.

João Pimenta apostou na dualidade entre o bem e o mal como ponto de partida da coleção, tendo como cartela de cores apenas o branco, cinza, preto e vermelho. Rendas Chantilly fizeram contraponto com aviamentos em metal. Bordados de cruz e estrelas de Davi estamparam jaquetas esportivas, além de correntes no pescoço fechando blazeres de alfaiataria precisa, marca do estilista.  O ponto alto da coleção fica por conta dos recortes, amarrações e bordados.

UMA trouxe a exposição de Cy Twombly que a estilista, Raquel Davidowicz, viu em Paris e que foi a primeira inspiração para a coleção desfilada. A marca evolui seu trabalho com o beachwear, propondo peças como maiôs e biquínis mais fechados, que podem ajudar a mulher a se vestir se usados por baixo de transparências. A marca mostrou uma silhueta leve e fluída com uma pegada esportiva, com boas opções de vestidos, jaquetas, calças e tricôs para o verão ou qualquer meia estação. O preto e branco formam a cartela de cores que caiu bem na atmosfera clean da Japan House, onde aconteceu o desfile. O damasco apareceu no meio da apresentação como um ponto de cor.

Vix Paula Hermanny apresentou uma coleção madura em qualidade e contexto. O tema do desfile é Trópicos e o assunto se desdobrou como inspiração para as estampas e cartelas de cores. Na concepção das peças foram usados tecidos que simulam texturas de chamoix e linho, formando estruturas de roupas em biquínis. Como destaque, a variedade de calças amplas, com cós alto, amarrações e torções, em tons como lilás e rosa ballet.

A Triya fala de um Brasil redescoberto. O poema de Oswald de Andrade ‘Erro de Português’ foi o ponto de partida da coleção escolhido pela estilista Isabela Frugiuele que explora o Brasil pelo olhar dos colonizadores portugueses, com tramas, cores e estampas inspiradas na exuberância da natureza do país. Com um olhar para a fauna e a flora, inspiram formas e estampas da coleção onde entram construções artesanais como trecê, tramas de palha e macrame para construir as novas silhuetas da marca.

FOTOS: FFW

O que acharam, meninas? Continuem acompanhando a cobertura do SPFW por aqui.

Beijos!

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